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Cauly, Caio Alexandre e a nova realidade do mercado brasileiro

por Peneirabrasil



Fora do Eixo um espao para falar de clubes muitas vezes excludos dos debates de futebol, para comentar seus momentos e destaques.

O fim do Brasileirão significa tempo de descanso, detox das partidas de futebol, mas também o início imediato do “mercado da bola”. As equipes não perdem tempo e já vão em busca de reforços para a temporada seguinte. A partir de então uma novela toma conta dos noticiários esportivos, com o bicampeão brasileiro Palmeiras tentando a contratação de Cauly, destaque do Bahia, que se livrou do rebaixamento na última rodada. 

Cauly tem 28 anos e atuou no futebol brasileiro pela primeira vez neste ano, após ser comprado pelo Bahia, com base no scout do Grupo City, por R$ 13 milhões, junto ao Ludogurets, da Bulgária. Baiano, o meia começou a se destacar ainda no Estadual e na Copa do Nordeste, mas não deixou o nível cair no Brasileirão, sendo um dos melhores meias da competição, com números e atuações de destaque. 

Conforme alguns portais de notícias, como GE e UOL, o Palmeiras quer mesmo ter Cauly no elenco, e para isso, já teria oferecido 4,5 milhões de euros (R$ 24 milhões) ao Bahia. O Tricolor, no entanto, recusou de prontidão e sequer abriu conversa por esse valor. Um novo modelo de negócio, incluindo jogadores, é cogitado pelo Verdão, mas o caminho para contratar Cauly parece muito mais longo. 

A recusa do Bahia de R$ 24 milhões pelo seu destaque exemplifica um novo momento do futebol brasileiro. Vendido ao Grupo City e já praticamente zerado em dívidas (A SAF fez acordos para pagamento à vista), o Tricolor agora pode declinar do que seria a maior venda da sua história. Inclusive, a segunda maior venda foi a de Zé Rafael, comprado pelo Palmeiras em 2018 por R$14,5 milhões e hoje pilar da equipe alviverde. 

De acordo com o jornalista Ulisses Gama, principal setorista do Bahia na imprensa baiana, uma fonte dentro do clube minimizou o interesse do Palmeiras com a seguinte resposta: “Eu também tenho interesse em Haaland, do Manchester City”. Vale lembrar que Cauly tem contrato com o Tricolor até o fim de 2026 e o clube pretende ativar uma cláusula para renovar até o fim de 2027. 

Em seguida, o UOL, através da coluna de Paulo Vinicius Coelho (PVC) atualizou o caso com a notícia de que o Bahia só venderia Cauly por R$ 269 milhões, o valor em reais da multa rescisória de 50 milhões de euros. É óbvio que o jogador não vale isso e o próprio time baiano sabe. A questão é o recado: Não quero vender, não preciso vender e nem abro negociação.

A novela Cauly, que rendeu dezenas de reportagens na última semana, é mais um exemplo da dificuldade que os grandes clubes do sudeste e sul do Brasil enfrentarão para tirar os destaques de clubes fora do eixo. O próprio Palmeiras há meses sonda o volante Caio Alexandre, procura brechas para tirá-lo do Fortaleza, mas terá que coçar o bolso para finalizar essa contratação. 

Bem estruturado economicamente, o Fortaleza acertou a compra em definitivo do meia e irá pagar R$ 12 milhões ao Vancouver Whitecaps, da MLS. O presidente Marcelo Paz fala abertamente sobre o interesse do Palmeiras, pedindo R$ 50 milhões pelo jogador e com a tranquilidade de que pode mantê-lo. 

Claro, talvez para Cauly e Caio Alexandre atuar no Palmeiras seja mesmo algo grandioso, podendo disputar títulos em todas as competições e não apenas objetivos mais modestos, como, por enquanto, é o caso de Bahia e Fortaleza. Mas eles não parecem dispostos a comprar essa briga. Estrutura, salários altos e conforto deixaram de ser problemas para essas equipes, em lista que podemos incluir Athletico, Bragantino, além de Cuiabá e América Mineiro, que nas últimas semanas recusaram propostas milionárias por seus destaques.

Seja por meio das SAFs ou reorganizações financeiras, o mercado brasileiro é extremamente diferente do que era visto há 10 ou 5 anos. As estrelas mais jovens vão diretamente para Europa, enquanto outros jogadores de destaque seguem com contratos bem amarrados. Nesse ritmo, transações milionárias e inflacionadas, como acontece na Inglaterra, podem virar modelo no Brasil. 



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