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Brasil escapa de rivais, mas não de si próprio às vésperas do pré-olímpico

por Peneirabrasil



Aqui o assunto o futebol de selees. Seja na bola alada na rea, ou no chute direto para o gol, o objetivo no ter fronteiras.

Em meio ao imbróglio que envolve o futuro da Confederação Brasileira de Futebol, com um interventor na presidência, não apenas a seleção principal está à deriva. Às vésperas do início do pré-olímpico, a seleção brasileira Sub-23 larga em desvantagem.

Nesta quinta-feira (21), Ramon Menezes divulga a lista dos 23 jogadores que vão disputar o torneio. O técnico e o coordenador de seleções, Branco, tocam esse planejamento de forma independente, mas teriam o aval de José Perdiz, presidente interino da CBF.

Tempo perdido

Enquanto o momento do Brasil é de caos estrutural e político, as outras duas principais forças do continente se armam para os Jogos Olímpicos de forma muito mais estruturada. 

Em grande forma, de vitórias recentes contra a seleção brasileira e a argentina pelas Eliminatórias para a Copa, o Uruguai não disputa uma Olimpíada desde 2012 e terá o técnico de sua seleção principal no banco de reservas.

Marcelo Bielsa convocou a Celeste no dia 11 de dezembro e, inclusive, realizou um período de treinamentos que durou uma semana. A lista não conta com atletas que atuam na Europa, já que um torneio olímpico não obriga os clubes a liberarem seus atletas.

Já a Argentina de Javier Mascherano iniciou sua preparação ainda mais cedo. O antigo volante convocou 24 jogadores, entre eles a dupla Lucas Esquivel e Bruno Zapelli, que pertence ao Athletico Paranaense. Os argentinos fizeram três dias de treinamentos e, além de atletas do Brasileirão, contam com jogadores da liga argentina e da MLS.

De acordo com o Globo Esporte, a seleção brasileira não tomou o mesmo caminho das outras potências da América do Sul e insistiu na liberação de atletas que atuam na Europa. Pela já dita ausência da obrigatoriedade em ceder jogadores, no entanto, a lista deve ser formada majoritariamente por atletas que atuam no Brasil.

Sorte grande?

Na ocasião do sorteio dos grupos que buscam uma vaga na Paris 2024, o Brasil “escapou” dos habituais rivais. Integrante do Grupo A, nosso país encara Colômbia, Equador, Bolívia e Venezuela na primeira fase.

Já a outra chave é formada por Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai e Peru. As duas melhores seleções de cada grupo avançam ao quadrangular final, onde serão conhecidos os dois países classificados para os Jogos Olímpicos.

Tanto no Mundial Sub-20, como na última edição do Mundial Sub-17, argentinos e uruguaios estiveram diretamente ou indiretamente ligados à nossa seleção. Na disputa Júnior, o Brasil caiu diante de Israel, na prorrogação, pelas quartas de final. Coube ao Uruguai vingar nosso país, nas semis, e levantar o troféu.

Já no Sub-17, não houve troco. Pelas quartas de final, os hermanos não tomaram conhecimento da seleção e venceram pelo placar de 3 a 0. A trajetória argentina acabou nas semis, diante da campeã Alemanha.

Como fica exposto com a ausência de um planejamento a longo prazo na CBF, a seleção até pode ter dado “sorte” no chaveamento do pré-olímpico. Mas quando a bola rolar, vai ser preciso também de competência e unidade para garantir uma vaga nos Jogos de Paris em 2024. Algo que nos parece cada vez mais distante.



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