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Nos tempos em que a dopamina parece ditar o ritmo dos nossos cérebros e a incessante busca por prazer a todo momento nos faz ansiar por resultados cada vez mais imediatistas, o futebol, como velho e bom reflexo da sociedade, não poderia deixar de fazer parte da conversa. Quem acompanha o início de temporada no Brasil provavelmente já está acostumado a mudanças abruptas, correções de rota logo após a largada que parecem mais uma troca de pneus com o carro em velocidade. A 200 km/h. Mas 2026 é um ano ainda mais assustador, até para quem banalizou a impulsividade do nosso futebol.